MARX NO VELEIRO DE JESSÉ

jessé

Músicas evocam tempos idos das nossas histórias pessoais e coletivas. Sons transportam para datas marcantes nas nossas trajetórias existenciais. 1980: ano de ingresso na universidade. Começo marcado por uma greve dos estudantes. De carona eram as nossas chegadas e saídas do campus universitário. Nos três turnos. Ficou surpreso? No princípio dos anos oitenta, éramos caroneiros. Nas vias públicas, dávamos um sinal com o polegar direito e os carros paravam. Tais recordações foram disparadas após ouvir um disco de Jessé, um LP gravado em 1980. Nas rádios, radiolas ou vitrolas de agulhas, Jessé frequentava as paradas de sucessos. Quem lembra de “Porto Solidão” (Zeca Bahia – Gincko)? Faixa 6 do lado B. Não é mania de passado. São experiências contadas por quem já passou dos 50 anos. Alguém sambado pelos vários brasis. Um registro histórico emitido em nome da intergeracionalidade. Tudo é história. “Conhecemos somente uma ciência: a ciência da história”. “Tudo que é sólido desmancha no ar”. Pensamentos vivos de Karl Marx que embarcam na minha viagem musical. D(i)scobertas fonográficas que trilharam as nossas andanças.

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